COMUNIDADE QUILOMBOLA QUINGOMA E RESERVA INDÍGENA THÁ FENE: NOVA GESTÃO PROMETE DAR CONTINUIDADE AOS EVENTOS CULTURAIS E COBRAR DO GOVERNO ESTADUAL E FEDERAL, A EXECUÇÃO DAS OBRAS E PROGRAMAS NECESSÁRIOS PARA TIRAR A COMUNIDADE E AS PESSOAS QUE MORAM NAS VIAS DE ACESSO, DA SITUAÇÃO DE ESTREMA POBREZA.



Comunidade Quilombola Quingoma
e Reserva indígena Thá Fene 

Os primeiros contatos com os indígenas que viviam na região de Ipitanga e que em sua maioria eram da família dos tupis foram com os jesuítas que se instalaram na região da Freguesia de Santo Amaro de Ipitanga, por volta dos séculos XVI e XVII e tentaram estabelecer algumas missões apoiadas pelo donatário Garcia D Ávila “ O Velho” , mas não foram concretizadas por divergências com a coroa portuguesa em relação a escravidão do índio. Uma dessas tribos ainda sobrevive na região de Quingoma de Fora, no município de Lauro de Freitas. 

Os negros trazidos da África chegaram à região por volta dos séculos XVIII, a fim de trabalharem como escravos nos vários engenhos que se formavam ao longo do litoral norte. Assim como em muitas regiões brasileiras, os negros dessa região fugiram para os diversos quilombos que se formaram por toda região. Dentre essas comunidades podemos destacar um pequeno grupo quilombola também instalado nas proximidades da região de Quingoma de Fora. 

A comunidade do Quingoma Localizada na Rua Direita da Quingoma, Quingoma de Baixo – Lauro de Freitas abriga descendentes de escravos e quilombos, além da reserva indígena Thá-Fene, das tribos Funi-ô e Kuriri-Xocó. E conta com vários pontos históricos como: O antigo engenho do Rio Ipitanga com uma Casa de Farinha e uma extensa área de proteção ambiental onde esta situada a Reserva indígena Thá Fene. 

Os indígenas da tribo Thá-Fene vivem há 19 anos na região do Quingoma, desde quando um pedaço de terra particular foi doado a eles por um antigo proprietário da região, que era fascinado pela cultura indígena. A comunidade é formada por pouco mais de quatro famílias que sobrevivem da venda de artesanatos e também da visita de grupos escolares, que na ocasião tem a oportunidade de visitarem as casas de palhas (ocas), fazerem uma pequena trilha ecológica pela reserva e observarem o cuidado com a agricultura e o respeito que a comunidade tem com a natureza , alem de um acervo com fotos que conta um pouco da história da tribo, juntamente com alguns instrumentos de caça e pesca. 

A comunidade quilombola é proveniente de grupos de negros fugidos das antigas fazendas construídas na região desde os séculos XVIII e XIX. Como O Quingoma de Marcolino Luis de Brito Muniz de Barreto. Preservam sua cultura através do samba de roda continuamente feito em uma área da comunidade onde também esta instalada uma antiga casa de farinha. A comunidade fala com muito orgulho do patrimônio cultural deixado por seus ancestrais em objetos devidamente guardados e das manifestações culturais como a capoeira e o samba de roda. Cultura que é passada para os “pequeninos” em grupos de estudos organizados pela própria comunidade.
Há vários anos na semana da consciência negra a prefeitura e grupos afros participam de caminhadas pelo bairro a fim de resgatarem o prestígio de sua cultura e manifestar a sua indignação contra o racismo. 

Itinga- Y água e Tinga branca (água branca )
Cají – Caa-ji (riacho do mato).
Ipitanga – Tapitanga (pedra vermelha) 

Reserva Quingoma de Fora, distrito de Lauro de Freitas-BA.
Antiga zona de Engenho do Recôncavo Baiano.
Região de Quingoma Reserva indígena Thá Fene 
Comunidade Quilombola Quingoma 


Tribos Funi-ô e Kuriri-Xocó. Preservação da cultura imaterial
Costumes e tradições passadas para a comunidade e as escolas 


Espaço Cultural de Quingoma 

A comunidade possui: Cooperativa de rendeiras,
Casa de farinha e Grupos de Samba de roda.

As grandes e urgentes necessidades na localidade

A gestão da ex-prefeita Moema Gramacho trabalhou na confecção do projeto para a pavimentação asfáltica do bairro de Quingoma e cobrou muito do governo do estado o início das obras. A nova gastão do prefeito Márcio Paiva prometeu, esta semana, dar continuidade aos trabalhos já desenvolvidos com o projeto, que já foi aprovado só está aguardando o depósito da verba em conta específica, na Caixa Econômica Federal, para começar a executar o início dos trabalhos projetados.

Existe projetos e documentos informando ao governo federal a situação de extrema pobreza que vive os moradores daquele bairro. A situação é muito ruim e é necessário que as ações seja imediatamente iniciadas, tanto com ajuda através do Programa Brasil sem Miséria como com a pavimentação das rua e vias de acesso a comunidade.






O Bairro precisa ser totalmente urbanizado: Água encanada, asfalto, passeios e meios-fios, drenagem das águas pluviais, esgotamento sanitário e iluminação. Estas são as prioridades e que carecem de medidas com urgência.

Por Márcio Brito: Texto desenvolvido com informações de trabalhos realizados por alunos da UNEB e composto por informações de moradores da comunidade das Quingomas e da Reserva indígena Thá Fene.
Fotos: Reporter Joane Alves, Net.com.br e Marcinho do www.saiunoblog.com.br
Share on Google Plus

About Marcinho do Saiunoblog

This is a short description in the author block about the author. You edit it by entering text in the "Biographical Info" field in the user admin panel.